Investigação conclui que bebê de 2 meses morreu após sucessivas agressões; polícia pede prisão preventiva dos pais
Polícia indicia pais pela morte de bebê de dois meses em Campos A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigou a morte da bebê Rhaylla Beatriz da Silv...
Polícia indicia pais pela morte de bebê de dois meses em Campos A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigou a morte da bebê Rhaylla Beatriz da Silva Nogueira, de 2 meses, no mês passado, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Com o encerramento das investigações, a delegada Madeleine Farias Rangel Dykeman representou à Justiça pela prisão preventiva dos pais da criança. De acordo com a investigação, a bebê foi vítima de violência física extrema. Os laudos periciais apontaram que Rhaylla apresentava múltiplas fraturas, incluindo lesões no fêmur e nas costelas, além de traumatismo cranioencefálico. 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. Segundo a polícia, as lesões são incompatíveis com qualquer hipótese de acidente doméstico. Durante a apuração, foram ouvidos médicos, enfermeiros, assistentes sociais, familiares, testemunhas e os próprios pais da criança. Ainda segundo a Polícia Civil, os exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) e pelos profissionais do Hospital Ferreira Machado indicaram que a bebê foi submetida a sucessivas agressões, que culminaram na morte. Ao concluir o inquérito, a delegada indiciou a mãe por tortura com resultado morte. Conforme a investigação, há elementos que apontam a participação direta dela nas agressões. O pai também foi indiciado. Segundo a Polícia Civil, as investigações indicam que ele tinha conhecimento das agressões sofridas pela filha, mas não adotou medidas para impedir a continuidade da violência nem para proteger a criança. O pedido de prisão preventiva foi encaminhado ao Poder Judiciário e será analisado pela Justiça. A representação, segundo a polícia, foi fundamentada na gravidade do caso, nos elementos reunidos durante a investigação e na necessidade de garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal. Em nota, a delegada Madeleine Dykeman afirmou que a investigação foi conduzida com "absoluto rigor técnico, respeito à prova e compromisso com a verdade". Ela destacou ainda que a morte da bebê "jamais será reparada", mas que a resposta do Estado deve ser firme diante de crimes cometidos contra crianças indefesas. A equipe do g1 não localizou a defesa dos envolvidos. Pai de bebê morte por suposto espancamento Reprodução Inter TV