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Justiça do Rio condena assassinos de Marielle a indenizar Mônica Benício; ‘Vitória simbólica’, diz viúva

Marielle Franco em imagem de fevereiro de 2017 Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio de Janeiro/AFP/Arquivo A Justiça do Rio condenou os assassinos confessos da ...

Justiça do Rio condena assassinos de Marielle a indenizar Mônica Benício; ‘Vitória simbólica’, diz viúva
Justiça do Rio condena assassinos de Marielle a indenizar Mônica Benício; ‘Vitória simbólica’, diz viúva (Foto: Reprodução)

Marielle Franco em imagem de fevereiro de 2017 Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio de Janeiro/AFP/Arquivo A Justiça do Rio condenou os assassinos confessos da vereadora Marielle Franco, os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz, a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 200 mil a Mônica Benício, viúva da parlamentar. Cabe recurso da decisão. Além da indenização, a decisão da 29ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio determina o pagamento de pensão correspondente a 2/3 (dois terços) da remuneração que Marielle receberia durante a expectativa de sobrevida. A sentença também prevê o pagamento de 13º salário e férias, bem como o bloqueio de todos os bens dos réus. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Mônica Benício afirmou que a decisão representa uma "vitória simbólica" por reconhecer a interrupção da história que ela e Marielle construíam juntas e o futuro que lhes foi negado. Segundo ela, não se trata de uma luta por dinheiro. "Não há indenização que possa reparar eu ter perdido o amor da minha vida. Mais do que condenar indivíduos, a Justiça por Marielle e Anderson só existirá quando a paz for soberana e a vida de todas as brasileiras e brasileiros for plena. É por essa sociedade que Marielle dedicou sua vida. É em respeito a esse sonho, que hoje carrego comigo o seu legado." Monica Benício, viúva de Marielle José Lucena/The News 2/Estadão Conteúdo Recurso O escritório João Tancredo Advogados, que representa Mônica Benício, informou que vai recorrer da decisão para pedir o aumento do valor da indenização por danos morais. "Entendemos, todavia, que a sentença foi generosa com os réus na fixação dos danos morais em R$ 200 mil, considerando a gravidade do caso e o dano causado à viúva, além de não observar o princípio pedagógico-punitivo previsto na legislação, que orienta a valoração do dano moral, em caso de morte, em patamares bem superiores ao fixado." "Nenhum valor compensa a perda sofrida, mas não se pode deixar de destacar que, em casos semelhantes, a Justiça tem arbitrado valores em torno de R$ 1 milhão", acrescentou. Relembre o crime Ronnie Lessa e Élcio Queiroz Reprodução Em 14 de maio de 2018, a vereadora Marielle Franco (PSOL) foi morta a tiros dentro de um carro na Rua Joaquim Palhares, no bairro do Estácio, na Região Central do Rio, por volta das 21h30. Além da vereadora, que levou quatro tiros na cabeça, o motorista do veículo, Anderson Pedro Gomes, também foi baleado e morreu. Fernanda Chaves estava no banco de trás e foi atingida por estilhaços. Os bandidos – Lessa e Queiroz – estavam em um Cobalt prata e seguiram Marielle desde a Casa das Pretas, na Lapa, onde ela participara de um evento em uma distância de cerca de 4 quilômetros. A dupla emparelhou ao lado do veículo onde estava a vereadora e disparou, fugindo sem levar nada. Marielle foi atingida por quatro tiros, sendo três na cabeça e um no pescoço, enquanto, Anderson levou três tiros nas costas. Fernanda Chaves sobreviveu, sendo atingida apenas por estilhaços. Juíza lê a sentença do julgamento dos dois condenados por matar Marielle Franco Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foram presos dois dias antes de o crime completar 1 ano, em 12 de março de 2019. Policiais da Divisão de Homicídios da Polícia Civil e promotores do Ministério Público participaram da força-tarefa que levou à Operação Lume. Os dois estavam saindo de suas casas quando foram presos. Eles não resistiram à prisão e nada disseram aos policiais. Em março de 2024, os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão foram presos apontados como mandantes do crime. O delegado Rivaldo Barbosa também foi preso, suspeito de ajudar a planejar crime e de atrapalhar as investigações. Chiquinho Brazão, Domingos Brazão e Rivaldo Barbosa, acusados de mandar matar Marielle Franco Reprodução

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